terça-feira, fevereiro 23, 2010

Enfermeiro em Unidade de Terapia Intensiva (UTI): Breve Reflexão

Muitas pessoas ao ouvirem o comentário ou receber a notícia que um ente ou aquele amigo querido, foi ou terá que ir pra a “UTI”, são tomadas por uma sensação de medo e insegurança, a qual remete à iminência da morte.
Isso se deve ao fato de que ao longo dos tempos a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), culturalmente foi recebendo o rótulo de um ambiente triste e sombrio, antecessor da morte. O que de fato corresponde à realidade é que este setor hospitalar se trata de um local reservado ao cuidado e tratamento de alta complexidade, destinado a pacientes em situações críticas de vida, com graves desequilíbrios fisiológicos, mas com chances de recuperação e também ao monitoramento daqueles que apresentam um quadro de morte encefálica.
Vila e Rossi (2002, p. 01) citam que as Unidades de Terapia Intensiva surgiram a partir da necessidade de aperfeiçoamento e concentração de recursos materiais e humanos para o atendimento a pacientes graves, em estado crítico, mas tidos ainda como recuperáveis, e da necessidade de observação constante, centrando os pacientes em um núcleo especializado.
Em vista disso, a UTI por ser uma unidade de alta complexidade a qual requer conhecimentos e habilidades específicas, exige que o enfermeiro desenvolva diversos papéis durante o seu processo de trabalho.
Em primeiro lugar, é imprescindível que o profissional enfermeiro esteja adequadamente capacitado a prestar todo o cuidado necessário ao paciente em situações críticas de vida, além é claro de estar preparado para trabalhar em equipe e gerenciar de maneira mais adequada possível todos os recursos, sejam eles de origem material ou humana.
Para exemplificar cada atribuição, se pode citar como papéis fundamentais ao enfermeiro em UTI: 
A administração da assistência e da unidade; o cuidado de pacientes e familiares de forma humanizada, o gerenciamento de recursos humanos e materiais, o trabalho em equipe multiprofissional, a promoção da educação em serviço e atualização constante da equipe de enfermagem, a abertura a novas terapêuticas e formas de cuidar e a responsabilidade pela sistematização da assistência de enfermagem.
Segundo Vargas e Braga (2006, p.03) o conhecimento necessário para um enfermeiro de UTI vai desde a administração e efeito das drogas ate o funcionamento e adequação de aparelhos, atividades estas que integram as atividades rotineiras de um enfermeiro desta unidade.
Sem dúvida, é de extrema importância que o enfermeiro intensivista tenha perspicácia, habilidade, atenção, domine e tenha conhecimento referente a todos os equipamentos e técnicas complexas que são de sua competência. Por outro lado, bem mais do que o cuidado mecânico e rotinizado, acredito que o papel fundamental de nossa profissão esteja presente também no olhar sensível e diferenciado, voltado não somente ao corpo e suas enfermidades, mas ao ser que ali se encontra, consciente ou não.
Portanto, para finalizar esta breve reflexão acerca do papel do enfermeiro em UTI cabe deixar claro que muitos são os desafios da profissão no exercício de um cuidado de qualidade ao paciente crítico, haja vista a atuação profissional em um cenário no qual a vida e a morte se encontram muito próximas e o equilíbrio entre a racionalidade e a sensibilidade tem de estar em constante alerta e aperfeiçoamento.


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